Nova abordagem do crime
(Apresentação do livro)
Carlos Araujo (CarloZaraujo, Carujo) é terapeuta. Iniciou-se na pesquisa sobre Criminologia quando se viu envolvido pela criminalidade e percebeu que o crime está longe de obter soluções integrais. À medida que pesquisava escrevia artigos, crônicas, ensaios e os postava em blog especializado. Este virou livro.
Logo nas primeiras páginas hão de convir que sua abordagem é dinâmica, estrutural humanística e trilógica (Psicanálise Integral). Aplica-se em obter a visão holística do crime. Sua atenção está voltada para as fronteiras da Criminologia, sobre o que leu muito ultimamente. Tem preferência pelos avanços. É adepto da evolução do conhecimento e para isso acha necessária a controvérsia.
Atento às fases da ciência CarloZaraUjo foi buscar recursos no holismo. O escritor aprendeu, percorrendo a bibliografia atinente, que o pensamento criminológico, assim como o que ocorre em ciências sociais, representa o subjetivismo de cada autor. E isto tem promovido a desconstrução da técnica de investigação cartesiana que dominou as ciências criminais por tantos séculos. Daí a necessidade da discussão em torno do assunto sendo que até mesmo a mais recente corrente de pensamento da Criminologia é de tendência crítica.
O autor está convencido que sociedade em si está repleta de valores burgueses, cartesianos, de natureza judaico-cristãos profundamente danosos e enraizados. Os juristas declaram que o direito penal brasileiro é anacrônico, atrasado e passa por profunda crise. De várias formas está claro que a instituição não consegue hoje identificar e atuar nas raízes da coletividade criminosa.
O estudioso, na sua observação clínica, vê que o comportamento criminoso tem uma estrutura absoluta, integral e não pode ser detido. Ele diz que o agente de um crime não deve ser seccionado em partes, como se fosse artigos de supermercado. Antes de tudo deve-se estabelecer um diagnóstico com base na unidade trilógica do ser humano (corpo, mente e espírito). Depois, antes de puni-lo, deve-se assisti-lo com uma linha de trabalho multidisciplinar, holística.
O Autor é um crente e um visionário. Mas ele acha que a faixa da utopia vai ser ultrapassada e se somarão adeptos destas ideias que hoje apenas ensaiam dar os primeiros passos. Seguindo a lógica das tendências atuais, as futuras gerações certamente que darão o impulso definitivo para a evolução. Destaca o autor que este movimento penetrará as engrenagens do poder judiciário e as elites serão obrigadas a promover mudanças nos valores e na práxis social. Uma questão de sobrevivência.
O livro será lançado em janeiro de 2012.
Mara Cavalcante (Editora)

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